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Miragem no sertão

Sob sol escaldante e pouca água, agricultores nordestinos produzem frutas de alta qualidade com o gotejamento.

Sob o sol escaldante e pouca água, agricultores nordestinos produzem frutas de alta qualidade com o gotejamento.

A temperatura estava próxima a 37 graus célsius e o solo estalava de seco na frenética Mossoró, cidade localizada na região oeste do Rio Grande do Norte, a 285 quilômetros de Natal. Em 2012 e 2013, a chuva veio em gotas e a seca é das mais abrasivas dos últimos 50 anos. O gado morria de sede, enquanto carneiros e cabras, mais resistentes, se alimentavam dos arbustos torrados pelo sol nordestino.
Cortada pela BR-304, que liga Mossoró a Fortaleza, no vizinho Ceará, é nessa região semiárida, considerada adversa ao desenvolvimento de lavouras, que tecnologias avançadas permitem que frutas como melão, melancia, goiaba, maracujá, banana e mamão cresçam viçosas e doces e ganhem a rubrica “tipo exportação” na embalagem. Além disso, a produção é em escala e durante os 12 meses do ano. Da estrada, repleta de caminhões transportando frutas, podem ser avistados os mantos verdes das plantações circundados pela terra arenosa em Tibau (RN) – o mar está próximo dali. Parece miragem. A maior parte dos frutos é exportada para os exigentes mercados da Europa, principalmente, dos EUA e Oriente Médio. Neste ano, a cobiçada China começou a importar e tornou real um sonho antigo dos fruticultores.
A tecnologia que permite o “milagre” de se colher frutos nobres é a irrigação por gotejamento. Sem ela, seria impossível aos agricultores vencerem as condições climáticas, agravadas agora pela estiagem prolongada. Também são decisivos o trabalho sol a sol do sertanejo e a assistência de órgãos como Sebrae-RN, Universidade Federal do Semiárido e prefeitura municipal. Para se ter ideia, somente com exportações de melões, carro-chefe dos negócios, o Rio Grande do Norte faturou US$ 54 milhões em 2012, para uma receita nacional de US$ 134,1 milhões.
Já foi melhor: em 2007, o Estado chegou a movimentar US$ 85,2 milhões. A queda nas vendas deve-se à crise econômica europeia, mas tem uma novidade animadora: a desaceleração dos embarques não assustou, por conta do mercado interno, que cresceu. E este ano emitiu sinais tímidos da recuperação europeia, e a importação de outros mercados conquistados foi incrementada. O Estado vendeu US$ 16,5 milhões de melões no primeiro semestre – foram US$ 13,9 milhões em igual período em 2012. Já o Ceará saltou de US$ 20 milhões para US$ 24,5 milhões.
Segundo Rui Sales Júnior, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade do Semiárido, outras tecnologias modernas, como sementes híbridas, insumos de alto rendimento, embalagens rigorosas, integração lavoura-floresta e o chamado “mulching” (cobertura plástica que garante melhor produtividade às plantas), são usadas tanto nas grandes como nas médias e pequenas fazendas e colaboram para minimizar os custos.
Entre os pequenos produtores, o professor cita como exemplo os do assentamento Oziel Alves, a 28 quilômetros de Mossoró, que desafiaram a seca e transformaram o solo inóspito num “oásis”. Lá reside o casal Jair Alves de Andrade, de 39 anos, e Adriana Andrade, de 34. Eles são assentados do Oziel Alves desde 2001, quando 132 famílias ocuparam a propriedade. Hoje, segundo Adriana, apenas seis delas cultivam uma área total de 1.600 hectares, incluindo reserva legal, e produzem melão das variedades amarelo, pele-de-sapo, cantaloupe, além de melancia, banana orgânica e tomate.
Toda a semana são plantados 3 hectares de melão, sendo 30% negociados no mercado interno (seguem para Natal, Fortaleza e São Paulo) e os 70% restantes exportados para Inglaterra, Holanda, Portugal e Espanha pelos portos de Mucuripe, em Natal, e Pecém, em Fortaleza, que ficam a cerca de 250 quilômetros dali. “Temos o certificado GlobalGap, cujas normas internacionais são rígidas em relação ao meio ambiente, à segurança e ao bem-estar dos trabalhadores. O diploma abre mercado aos nossos produtos, que são ainda rastreados”, diz Adriana.
Usada em 100% da lavoura no Osiel Alves, a irrigação por gotejamento permitiu que a agricultura no Semiárido vencesse o estágio primitivo, quando o caju era a estrela dos pomares, ganhasse perfil moderno e transformasse o sertanejo num empreendedor. Foi uma “revolução”, lembra Francisco de Paula Segundo, subsecretário do Trabalho da prefeitura de Mossoró. Pelo sistema, explica ele, a água é levada sob pressão por tubos. Depois, é aplicada no solo por meio de emissores na raiz da planta frequentemente e em baixa intensidade. “Sua eficiência chega a 95%. Não há desperdício de água, que por aqui é o bem mais prezado”, afirma.
E o Nordeste avançou ainda mais quando passou a utilizar irrigação com fertilização e quimigação. A lavoura não recebe apenas água. É irrigada com água e nutrientes ao mesmo tempo e na dose certa para o seu desenvolvimento, e, no caso da quimigação, os defensivos são colocados juntos. Francisco diz que a tecnologia do gotejamento veio de Israel, onde a população foi obrigada a domar áreas desérticas a fim de produzir comida para seu sustento.
Os assentados do Oziel Alves estão colhendo 2.100 caixas de 13 quilos de melão por hectare, uma boa produtividade, diz Adriana, que é agrônoma. O mercado cotava a R$ 19 a caixa, valor que cobre os custos e deixa um lucro líquido razoável. O melão é plantado junto a culturas perenes, como mamão e banana, o que garante renda aos assentados o ano inteiro.
Até a moderna e eficiente técnica da integração lavoura-pecuária já chegou ao Nordeste. No assentamento de Adriana, os resíduos das frutas engordam carneiros e ovelhas de corte. A pecuária reforça a receita. Não há custos com alimentação. Os animais são comprados magros e vendidos gordos.
O abastecimento de água é feito por meio de poços artesianos. No Osiel Alves, alguns deles têm profundidade de 100 metros, o que mostra a dificuldade dos fruticultores para chegar aos lençóis freáticos.
Este ano choveu apenas 200 milímetros no oeste potiguar, onde Mossoró está plantada. O ideal seria 600 milímetros ou mais. Pior: em 2013, a região foi vítima da chamada seca verde. A chuva cai em abundância num período curto de tempo, é mal distribuída e depois cessa drasticamente. Quem não possui tecnologia não consegue plantar, o que vale também para o pecuarista, cuja boiada morre.
Maior produtora de melão de todo o mundo, até a Agrícola Famosa foi obrigada a mudar sua estratégia neste ano. Sediada parte em Icapuí (CE), parte em Tibau (RN), na divisa dos dois Estados, a empresa possui nove unidades de produção espalhadas pela região e em Pernambuco. “A estiagem castiga. A água baixou em alguns poços artesianos e secou em outros. Houve concentração de sal na água, prejudicando a produtividade das frutas”, afirma Luiz Barcelos, proprietário. “Transferimos então uma parte do plantio para Pernambuco.”
Tudo na Famosa é superlativo. A cada semana, 280 contêineres refrigerados e carregados de frutas rumam para o porto. Nos últimos anos, com a explosão da demanda interna por frutas, o número de contêineres que transporta a produção, que era de dez em 2008, saltou para 100 hoje. “No início, eram plantados 3 hectares de melão a cada dez dias. Hoje, são 250 hectares por semana e a colheita se dá 60 dias depois, ou seja, o giro é curto e imprime velocidade às atividades, conduzidas por 3 mil trabalhadores registrados.”
Somente na sede, que tem 8.000 hectares, além do melão e da melancia, semeados em 3.000 hectares, são plantados mamão (500 hectares), banana (500), maracujá (500), aspargos (100) e tomate-cereja (100). O grupo engorda 3.500 cabeças de boi e tira 2.000 litros de leite ao dia. Os animais são alimentados com as sobras do melão, sem custos.
As exportações de frutas brasileiras crescem. De 2000 a 2012, o resultado saltou de US$ 50 milhões para US$ 619 milhões, e os Estados do Nordeste lideram. Melão, manga e uva são as que mais faturaram.
Dois outros plantadores de frutas de Mossoró são otimistas em relação ao futuro e investem no crescimento de suas lavouras. João Manoel Lopez Lima, de 49 anos, colheu 3.600 toneladas de melão em 2012, além de melancia, em sua propriedade de 350 hectares na zona rural do município. Em 2013, ele dobrou a produção.
Já Francisco Vieira da Costa, de 50 anos e também de Mossoró, é um dos poucos a operar com contratos pré-fixados com os países europeus, caso da França, que ele considera o mais exigente do mundo. Essa condição permite exportar um volume de frutas padronizado nas caixas. “É do tamanho que a Europa pede”, diz ele, que embarcava 6.000 toneladas de melão em 2008, volume que saltou para 12.000 toneladas neste ano.


Fonte: Revista Globo Rural (http://twixar.me/Lc)

Verba emergencial do Pronaf reduziu impactos da seca

Se não existissem os recursos públicos, os produtores rurais no sertão nordestino estavam em crise maior.

                                       Verba emergencial do Pronaf reduziu impactos da seca.

Canindé. Mesmo com a maior seca já registrada no Nordeste nos últimos dois anos, o Banco do Nordeste, escritório neste município, conseguiu aplicar no combate à estiagem R$ 18,7 milhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Emergencial) somente em 2013.
O pequeno produtor Antônio Glória Sampaio diz que só salvou seu rebanho porque pode contar com linha de crédito do Banco do Nordeste.
"Neste ano, atendemos 2.676 famílias dos municípios de Apuiarés, Canindé, Caridade, Itatira, General Sampaio, Paramoti e Tejuçuoca´´, explica o gerente da instituição bancária, Fernando Fernandes.
Segundo ele, os recursos foram destinados para construção de cacimbões, açudes, barragens subterrâneas, perfuração de poços, preparo de áreas no plantio de palma forrageira, capineiras, aquisição de equipamentos de irrigação para bombeamento de água até as residências de agricultores familiares, construção e recuperação de cercas, e também para compra de ração animal para os bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves.
"Liberamos ainda R$ 1,3 milhão para produtores do FNE Rural. Esses valores atenderam produtores rurais, onde foram construídos 50 açudes de médio porte, em cada propriedade", disse.
Segundo explicou, os juros do Pronaf Emergencial ficam no limite de 1% ao ano, e mais rebate (desconto) de 40% em cima do valor principal e dos juros, se pagos em dia.

Vantagens

"Se um agricultor pedir emprestado ao Banco do Nordeste R$ 12 mil, ele só irá pagar R$ 8 mil em 10 anos. Paga menos do que pediu emprestado. O governo quer mesmo ajudar o homem do campo´´, afirmou Fernandes.
Quanto ao FNE Seca, a taxa de juros é de 3,5% ao ano. "É público e notório que esses recursos contribuíram fortemente para salvaguardar parcialmente os rebanhos, dotando as propriedades de reservas para tornar as áreas mais resistentes no combate a estiagem´´, avalia ele.
O bancário não esquece que a seca gerou um rastro de destruição e prejuízos no sertão nordestino, mas o Banco do Nordeste criou mecanismos que proporcionaram a subsistência e manutenção do agricultor familiar e produtor rural no campo, garantindo dignidade, cidadania, evitando o êxodo rural.
"Foi uma ajuda muito grande que os municípios receberam e isso garantiu a permanência do sertanejo em suas terras´, observa ele.
Fernando Fernandes prestou contas também da liberação de R$ 54,5 milhões para o Crediamigo - através do crédito comercial, FNE para micro e pequena empresa e FNE para pequena e média empresa.
No total, foram aplicados na região de atuação do Banco do Nordeste R$ 74,5 milhões de contribuição para o crescimento econômico dos Sertões de Canindé e Vale do Curu.
Na opinião dos prefeitos de Canindé, Celso Crisóstomo, de Itatira, Antônio Almir, e de Tejuçuoca, Valmar Bernardo, a presença do Banco do Nordeste nas suas regiões foi importante para assegurar medidas emergenciais na convivência com a maior seca que causou destruição no campo.
"Canindé tem um dos maiores números de assentamentos do Nordeste, e todas as famílias assentadas tiveram o apoio financeiro da instituição no socorro ao pouco que restou´´, comemora Celso.
"Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, foi o Banco que segurou o agricultor liberando recursos para atividades agrícolas durante esse período ruim´´, reconhece o prefeito.

Pai do agricultor

Quem faz coro com as palavras do chefe do Executivo de Canindé, é seu colega Antônio Almir, de Itatira. "Se não fosse a intervenção do Banco do Nordeste, muita gente teria deixado para trás o pouco que restou gerando um caos no sertão´´, diz. "O Banco do Nordeste é realmente o "pai do homem do campo".
Valmar Bernardo, gestor de Tejuçuoca, lembra que só foi possível manter os rebanhos de ovinos e caprinos na região graças à liberação dos projetos do BNB. "Somente em uma feira da agricultura familiar o Bando injetou na economia do município R$ 600 mil. Se com a seca foi assim, em 2014, com um grande inverno, iremos voltar a ser o grande responsável pelo incremento da valorização do produtor rural na região do Vale do Curu´´, finalizou Valmar.


Fonte: Diário do Nordeste (http://twixar.me/7N)

Como plantar manga

Mesmo plantada em fundo de quintal, a fruteira oferece oportunidade de rendimentos se for cultivada com irrigação e adubação corretas.

Mesmo plantada em fundo de quintal, a fruteira oferece oportunidade de rendimentos se for cultivada com irrigação e adubação corretas.

Dadas as características que possuem, muitas mangueiras plantadas em fundo de quintal e sítios, se bem trabalhadas, têm condições de produzir comercialmente. Chamada de rainha das frutas tropicais, a manga tem bom potencial de vendas no varejo graças ao seu aspecto atrativo, com diferentes formas, cores, aromas e sabores, resultado dos cruzamentos de plantas que ocorrem espontaneamente no campo e que geram novas variedades.
Uma das primeiras frutas introduzidas aqui, logo após o descobrimento das terras brasileiras, a manga tem hoje o Brasil como seu terceiro maior produtor global. A produção nacional perde somente para a da Índia, de onde a planta foi trazida para cá pelos colonizadores portugueses, e a da China. Além de atender ao mercado interno, e por ser muito apreciada no mundo inteiro, a manga também é exportada para vários destinos, principalmente para Europa, Japão e Estados Unidos.
Com manejo correto e cuidados necessários, como irrigação e adubação adequadas, a mangueira tem cultivo fácil, crescimento rápido e capacidade produtiva de norte a sul do país. Embora seja uma árvore vigorosa, podendo chegar a 20 metros de altura, em plantios comerciais recomenda-se, por meio da execução de podas, mantê-la com 3 metros a altura.
A mangueira também pode ser cultivada em vasos com capacidade para, no mínimo, 50 litros de solo. O plantio em vasos pode, inclusive, produzir alguns frutos se contar com boa drenagem e adubação parcelada durante o ano todo, principalmente orgânica. A muda também deve ser proveniente de enxertia; até o século XIX, o processo de propagação era feito apenas por semente e as plantas demoravam muito para produzir.
Por serem mais fáceis de cuidar e se desenvolverem com rapidez, as mudas enxertadas são as mais indicadas para o plantio de mangueira. No segundo ano de cultivo, elas já produzem os frutos com as mesmas características das mangas geradas pela planta-mãe. Por outro lado, plantas oriundas de sementes levam sete ou mais anos para frutificar e, ainda, são vulneráveis ao surgimento de mangas com características diferentes do tipo que as originou.
No varejo, o preço das mudas enxertadas varia de R$ 5 a R$ 10 cada. Podem ser compradas de viveiros locais, preferencialmente daqueles que tenham referências no mercado.

Mãos à obra

>>> INÍCIO Entre as variedades de manga mais comuns e comercializadas no mercado interno estão bourbon, coração de boi, keit, haden, adam, extrema e outras mais rústicas, como carlota, espada, coquinho e rosinha, além de diversas conhecidas regionalmente. Tommy atkins e palmer são consideradas as melhores para exportação.

>>> PROPAGAÇÃO Recomenda-se fazer por enxertia, método que garante fidelidade das características da planta-mãe aos frutos e produção precoce. Por meio de sementes, a propagação só é importante para trabalhos de melhoramento genético, pois pode resultar em plantas e frutos bem distintos da variedade utilizada, devido aos cruzamentos espontâneos no campo.

>>> AMBIENTE Como trata-se de planta de clima tropical, o ideal é que o cultivo de mangueira ocorra em locais de temperatura quente, onde a planta tem melhor capacidade de produção, principalmente quando irrigada corretamente. No entanto, poder ser desenvolvida em todos os Estados do país.

>>> PLANTIO Pode ser realizado em qualquer tipo de solo, embora o encharcado não seja tolerado pela planta, pois provoca apodrecimento das raízes e morte. Em solo arenoso e muito seco, no entanto, precisa de irrigação, como é o caso da região de Petrolina, no interior de Pernambuco.

>>> ESPAÇAMENTO Conduzida com poda, para mantê-la baixa e com a copa aparada, a mangueira tem nos dias de hoje um plantio mais adensado, com medida sugerida de 7 x 6 metros a 6 x 4 metros. O tamanho das covas recomendado é de 40 x 40 x 40 centímetros.

>>> CUIDADOS Misture com a terra 20 litros de esterco de curral curtido, ou orgânico similar, mais 250 gramas de superfosfato simples e 250 gramas de calcário, para a adubação. A poda deve ser feita desde o primeiro ano de plantio, dando forma à copa. Proteja o ramo podado com pincelamento de pasta à base de cobre ou tinta látex. Atenção ao ataque de pragas como cochonilhas nas folhas e no tronco da mangueira, além de perfurações por brocas nos ramos. Procure por um engenheiro agrônomo da região para obter as orientações sobre o controle químico. Quando os frutos começarem a amadurecer, proteja-os do ataque de moscas-dasfrutas ensacando-os com saco de papel, método que evita a necessidade de aplicação de agrotóxicos.

>>> PRODUÇÃO É possível de ser obtida no segundo ano de cultivo quando o plantio é realizado com uso de mudas enxertadas. Cada variedade tem suas características que definem o ponto ideal de colheita “de vez”. Em geral, se colhida muito verde, a manga não fica saborosa e tem gosto azedo. Quando retirada da árvore muito madura, a fruta machuca-se facilmente e tem menos tempo de duração para o consumo.

Raio x:
Solo: qualquer tipo, desde que não seja encharcado
Clima: quente
Área mínima: fundo de quintal
Colheita: segundo ano após o plantio se a muda for de enxertia
Custo: mudas enxertadas são vendidas entre R$ 5 e R$ 10

*José Antonio Alberto da Silva é pesquisador em fruticultura da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, tel. (17) 3341-1400
Onde comprar: em viveiros idôneos, que podem ser indicados por casas de agricultura da região
Mais informações: portal Toda Fruta (todafruta.com.br)


Fonte: Revista Globo Rural (http://twixar.me/PN)

Uva traz rentabilidade a pequeno produtor no Ceará

Com apenas um hectare, Bezerra introduziu a cultura na região com muita tecnologia e vai ampliar área em 2014.

Maciano Bezerra desenvolveu tencologias para a produção de uva em Russas, CE

Francisco Marciano Bezerra, de 35 anos, não tem a maior área de uva do Ceará. Longe disso. Mas pode ser considerado o “pai” da fruta na região. Seu único hectare de uva de mesa, no município de Russas (CE), região do semiárido cearense que contempla o perímetro irrigado de Tabuleiro das Russas, foi o pontapé inicial para a implantação da cultura de clima temperado na localidade. Quando o filho de agricultor resolveu plantar uva no semiárido cearense, com temperaturas que variam de 25°C à noite e 36°C de dia, poucos acreditaram que pudesse dar certo ou ter rentabilidade. Solo e clima não colaboravam para a produção da cultura. “Ninguém tinha o histórico da cultura na região. O risco financeiro era muito alto, por ser uma cultura delicada e com alto custo de implantação”, explica. O pedido de financiamento demorou cerca de dois anos para ser aprovado pelo banco, mas em 2010 Bezerra já estava colhendo 10 toneladas de uva no seu único hectare, na propriedade localizada em Russas, no Ceará. Este ano, a lavoura, ainda com o mesmo tamanho, atingiu o seu potencial de produção, e Bezerra fechou o ano colhendo a segunda safra de uva, que rendeu 71 toneladas. 
Em janeiro de 2014, a área de produção do pequeno agricultor vai crescer em 2,5 hectares. “A própria demanda do mercado local é muito grande”, revela o produtor, que na safra anterior destinou cerca de 25% de sua produção para o comércio local e o restante para Fortaleza, enquanto nesta safra o mercado local absorveu 85% da produção.
A produção da uva, uma cultura típica de clima temperado, foi possível na região graças à tecnologia de irrigação (microaspersão) e técnicas de manejo que o produtor desenvolveu para cuidar do pomar. De acordo com Bezerra, nem mesmo o efeito da seca que assola a maior parte da região do semiárido nordestino há quase dois anos limitou a produção da uva, graças ao sistema de irrigação. “A uva é uma cultura com um potencial de alta rentabilidade numa área pequena”, diz ele. Apesar de exigir um investimento inicial alto para implantar, a cultura garante retorno, segundo o produtor. “As contas ajudam muito quando você intensifica o custo de implantação, que é caro”, destaca. Hoje, o custo de produção da área gira em torno de R$ 0,92 por quilo de uva, que ele vende, em média, por R$ 2,20.
Dois anos após a experiência bem sucedida de Bezerra, outros produtores procuraram por ele para conhecer a tecnologia aplicada ali. Atualmente, a região conta com 19 hectares de área plantada de uva de mesa – das quais, além do hectare de Bezerra, outros 16 de um produtor gaúcho e dois hectares de outros dois produtores locais, todos após descobrirem com Bezerra que o potencial que a cultura tem com o uso de tecnologias.


Fonte: Revista Globo Rural (http://twixar.me/87)

Safra 2013/14: Taxa de juro estimula financiamento de máquinas

Entre julho e novembro de 2013, os produtores rurais já contrataram R$ 5,18 bilhões.

Entre julho e novembro de 2013, os produtores rurais já contrataram R$5,18 bilhões.

As baixas taxas de juros, de apenas 3,5% ao ano, do Programa de Sustentação de Investimento (PSI-BK), que financia a aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem, e o bom momento que vive a agricultura brasileira explicam o ótimo desempenho da iniciativa do governo nos cinco primeiros meses da safra 2013/14 (julho a novembro de 2013). A avaliação é do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.
No período, os produtores rurais já contrataram R$ 5,18 bilhões, ou 74,1% do total de R$ 7 bilhões disponíveis para toda a safra 2013/14. Em relação a igual período ano passado, o volume aumentou 42,4%. Ainda de acordo com Geller, a expectativa para o crescimento de vendas de máquinas agrícolas é de que sejam recordes durante toda a safra.
A avaliação das contratações do crédito agrícola é atualizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura. Na segunda-feira passada, o governo divulgou que os financiamentos para a agricultura empresarial nos cinco primeiros meses da safra 2013/14 alcançaram R$ 73,04 bilhões, um aumento de 54,5% em relação ao mesmo período da safra anterior, que foi de R$ 47,28 bilhões.


Fonte: Revista Globo Rural (http://twixar.me/RN)

Codevasf investe mais R$ 1,1 milhão em inclusão produtiva e acesso a água no semiárido mineiro

Cerca de R$ 1,1 milhão de reais foram investidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em mais um lote de equipamentos e materiais que irão estimular a produção familiar e melhorar o acesso a água para municípios do semiárido mineiro.

A entrega dos materiais para as comunidades e associações de produtores começaram em novembro e deverão estar concluídas até o final de dezembro, beneficiando 436 famílias. Os recursos aplicados nas ações são do Plano Brasil sem Miséria e de emendas parlamentares.
A Associação dos Apicultores de São Francisco e Região (APIASF) é uma das que recebeu equipamentos e materiais apícolas destinados ao incremento da produção do mel em comunidades rurais do município de São Francisco (MG). O investimento foi de cerca de R$ 460,5 mil. 
Segundo o presidente da associação, Juarez Batista Cordeiro, a comunidade recebeu colmeias, centrífugas, decantadores, mesas desoperculadoras, vestimenta apícola, fumigadores, beneficiando 85 famílias. “Com esse material, a expectativa é dobrar a produção de mel. O mel produzido vai primeiramente para escolas da região e o restante vendemos para São Paulo e Belo Horizonte”, disse. Outros dois municípios mineiros também receberam equipamentos e materiais apícolas, Januária e Guaraciama. Foram beneficiadas 80 famílias e investidos R$ 475, 7 mil. Os recursos são do eixo de inclusão produtiva do Plano Brasil sem Miséria.
Comunidades dos municípios Serranópolis de Minas, Jaíba, Montes Claros e Janaúba receberam kits de irrigação que beneficiaram 192 famílias. O investimento foi de aproximadamente R$ 91 mil. A implantação dos kits de irrigação pela Codevasf é uma ação conjunta dos programas Água Para Todos (2ª Água) e Desenvolvimento Regional, Territorial Sustentável e Economia Solidária (Inclusão Produtiva), ambos vinculados ao Plano Brasil Sem Miséria. Os recursos são provenientes da Secretaria de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração Nacional.
Também foram doados materiais de corte e costura para atender à Associação Feminina Unidas Venceremos do Bairro São Lucas (AFUVBLS), localizada no município de Janaúba, com investimento no valor de R$ 2,1 mil e patrulha mecanizada para a Associação dos Moradores e Pequenos produtores Rurais da Taboca, localizado no município de João Pinheiro, um investimento de R$ 90 mil.

Melhorias no acesso à água

Comunidades do semiárido mineiro também estão recebendo equipamentos que irão facilitar seu acesso à água, uma ação executada pela Codevasf com recursos oriundos de emendas parlamentares.
A Associação Comunitária de Bom Jardim recebeu um reservatório de cinco mil litros (caixa d'água) e tubos de PVC que vão beneficiar cerca de 25 famílias de produtores da zona rural da Comunidade de Bom Jardim, município de São João da Ponte (MG). O presidente da associação, Ricardo Santos Cardoso, explica que a região não tinha abastecimento de água e a população precisava andar 1,5 km para conseguir água. “Isso vai mudar completamente a realidade da população”, enfatizou. O valor investido foi de R$ 3,8 mil.
Quatro municípios mineiros, Matias Cardoso, Coração de Jesus, Icaraí de Minas e Ubaí tiveram comunidades rurais beneficiadas com a doação de materiais e equipamentos destinados a viabilizar o abastecimento de água como tubos de PVC e reservatórios metálicos. Ao todo, o investimento foi de R$ 63,9 mil, beneficiando 76 famílias.
Para a comunidade rural de Buriti Grande, em Brasília de Minas (MG), foram destinados cerca de R$ 20,2 mil para a perfuração de poço tubular e doação de materiais destinados ao abastecimento de água, beneficiando 20 famílias. 
Na comunidade Jacaré Grande, no município de Janaúba, foi perfurado um poço tubular. Também foram doados materiais e equipamentos destinados ao abastecimento de água. O investimento foi de aproximadamente R$ 21 mil, beneficiando 15 famílias.


Fonte: Portal do Agronegócio (http://twixar.me/JN)


Barreiros concluídos pela Codevasf no sertão de Pernambuco asseguram água para rebanhos em 36 municípios

Cerca de 3,6 milhões de metros cúbicos de água é a capacidade de armazenamento de água destinada à dessedentação animal nos 202 barreiros (também chamados de pequenas barragens) construídos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), até o momento, no semiárido de Pernambuco.
Distribuídos por 36 municípios, os barreiros beneficiam cerca de 12 mil pessoas do sertão pernambucano, preservando suas criações animais durante a estiagem, e são um investimento de mais de R$ 12 milhões do programa Água para Todos, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional e executado pela Codevasf em sua área de atuação. Os barreiros acumularão água no período chuvoso, que já começou no interior de Pernambuco.
De acordo com o engenheiro civil da 3ª superintendência regional da Codevasf, Elijalma Augusto, com as chuvas de dezembro os barreiros já começam a modificar a vida no sertão pernambucano.
“Estivemos em diversos município do semiárido do estado. Vimos que barreiros de Ouricuri, Lagoa Grande, Exu, Petrolina, entre outros, já estão com um volume de água acumulado das chuvas de dezembro. Isso mostra a importância desta ação. Graças aos barreiros, centenas de famílias terão água garantida para seu rebanhos nos próximos meses, ou até anos. Sem estas estruturas, a maior parte da água da chuva teria sido perdida”, afirma.
O principal objetivo do barreiro é a dessedentação animal. Nos últimos dois anos, grande parte do rebanho pernambucano morreu ou foi vendido. Victorino Bonifácio de Souza, morador da zona rural de Petrolina, lembra que perdeu parte de seus animais devido à fome, pois a seca impossibilitava o cultivo de pastagem. Hoje, com a construção do barreiro, ele não teme que isso se repita.
“Ano passado eu perdi oito cabritos por falta de alimento. Não tinha água. Hoje eles têm água pra beber e eu vou plantar sorgo, capim, milho e vou ter ração pra dar pro animais. Vai se tornar um bode bom, uma cabra boa”, comemora.

Topografia e solo

Cada barreiro armazena entre cinco e 35 milhões de litros de água e atende, em média, a 20 famílias de produtores rurais. O tamanho exato do reservatório varia de acordo com as características de topografia e solo de cada localidade. “O desenho de barreiros ou pequenas barragens é semelhante ao de barragens convencionais, mas com dimensões menores. O modo de compactação do solo para que a água fique retida e não se disperse também é mais simples”, afirma Leonardo Cruz, da Codevasf em Pernambuco.
Os reservatórios são projetados para ter um significativo excedente de água, já que grande parte das reservas é consumida naturalmente pelo processo de evaporação. No planejamento das instalações, a Codevasf busca beneficiar um número mínimo de cinco famílias que vivam a um raio de até dez quilômetros de onde será implantado o reservatório. O público prioritário dos barreiros é composto por famílias que têm renda per capita mensal de até R$ 140. A identificação dos potenciais beneficiários é feita individualmente, em visita às residências.
De acordo com Leonardo Cruz, a pulverização de pequenas barragens em regiões de seca geralmente tem vantagens comparativas em relação à construção de grandes barragens para o atendimento de populações rurais. “Grandes reservatórios requerem investimentos maiores e não atendem adequadamente a comunidades dispersas devido à concentração da água em um único ponto. A instalação de diversas barragens de pequenas proporções é mais econômica e encurta a distância entre a água e os beneficiários”, diz.
“A região semiárida tem indicadores de pobreza altos, e portanto as pessoas têm poucas posses e rebanhos pequenos, sobretudo de caprinos e ovinos, que são animais de médio porte. Esses animais são fonte de alimento, então a água é muito importante para as famílias”, acrescenta.

Processo de instalação

O primeiro passo dado pela Codevasf antes da instalação dos barreiros consiste na realização de visitas técnicas às comunidades, para seleção das melhores áreas para a realização das obras. A identificação espacial dos locais é feita por fotografias e GPS. Em seguida, profissionais de assistência social iniciam um trabalho de interlocução com as comunidades.
Uma das condicionantes à construção do barreiro é que o proprietário da terra onde ele será instalado assine o termo de servidão pública que garantirá acesso ao reservatório aos animais de famílias que vivem nas proximidades. “Este documento assegura que, apesar de o equipamento estar sendo implantado em área privada, o benefício será coletivo. Então os locais têm corredores de acesso, ou cercas transponíveis, ou simplesmente não têm cercas”, explica Leonardo Cruz.
Em reuniões públicas, a Codevasf informa as comunidades sobre a finalidade dos barreiros e sobre seu caráter público. Durante o processo de implantação desses reservatórios, a população também é informada de que é um compromisso comum manter aquele patrimônio em boas condições. O principal cuidado de manutenção indicado pela Companhia consiste em evitar que árvores de raízes longas e que formigas, cupins, tatus e outros animais que revolvem o solo prosperem nas proximidades do reservatório.


Fonte: Codevasf

Produtores do Tocantins estão otimistas com a safra do abacaxi

Agricultores do estado começaram a colheita da fruta. Vendas estão boas porque é época de entressafra em outras regiões.

Agricultores do estado começaram a colheita da fruta. Vendas estão boas porque é época de entressafra em outras regiões.

Os agricultores do Tocantins começaram a colheita do abacaxi. A produtividade é boa e as vendas estão melhores porque é época de entressafra em outras regiões.
O agricultor Marcelo Gallati plantou 200 hectares com abacaxi pérola em Porto Nacional, que fica a 60 quilômetros de Palmas.
Por dia, ele colhe cerca de 10 toneladas e vende cada fruta por R$ 3. A produtividade dessa safra surpreendeu, são 24 mil abacaxis por hectare, número maior que no ano passado, que foi de 18 mil por hectare.
As altas temperaturas e a boa luminosidade o ano todo favorecem o cultivo no estado. Este ano, a fruta se desenvolveu bem, está grande e com pouca acidez.
O Tocantins é um dos poucos estados que colhem nesta época do ano, que é de entressafra nas maiores regiões produtoras.
“O clima favorece a colheita do abacaxi no Tocantins na entressafra das outras regiões do Brasil. Colher aqui em dezembro só é possível com irrigação, o que também é uma vantagem porque as outras regiões não conseguem colher nem mesmo com irrigação”, explica o engenheiro agrônomo Genebaldo Queiroz.
A colheita do abacaxi vai até maio. Adilson Dias veio conferir de perto o resultado da safra e comprou 7,3 mil unidades para vender em São Paulo. “A fruta daqui tem excelente qualidade e boa aceitação no mercado”, diz.


Fonte: G1.com (http://twixar.me/4N)

Desejamos a todos um Natal irrigado de amor, saúde, paz e realizações


Projeto científico para irrigação ganha prêmio Jovem Cientista

Pesquisa foi realizada no Rio Grande do Norte.

Avaliar o uso de águas salinas como alternativa para a irrigação de forragem no semiárido brasileirofoi o objetivo da pesquisa científica realizada pelo jovem José Leôncio de Almeida Silva, 23 anos, aluno do curso de agronomia da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), no Rio Grande do Norte. Ele é o vencedor da categoria ensino superior do Prêmio Jovem Cientista 2013.
Na pesquisa, ele desenvolveu uma solução de água salina proveniente do Aquífero Jandaíra – uma das maiores reservas de água dos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte – misturada à água doce é possível cultivar milho e sorgo. “O experimento foi usado nessas duas culturas por serem adotadas por produtores locais como alimento para os animais e porque são as que mais crescem no Nordeste”, conta José Leôncio.
O estudo foi realizado por cerca de dois anos durante a escassez de água de boa qualidade na região. Desta forma, tornou-se importante avaliar a alternativa de misturas de água salina com doce para a irrigação de culturas destinadas para forragem no semiárido brasileiro. "A falta de água de boa qualidade na região me motivou a desenvolver esse projeto. Descobrimos que a mistura de águas é uma opção viável no cultivo e no desenvolvimento de plantas forrageiras na região semiárida nordestina durante períodos de estiagem”, explica o pesquisador.
A mistura de águas salinas possibilita a produção satisfatória de forragem sem reduzir o teor proteico. “Na pesquisa eu descobri o nível de salinidade que as plantas forrageiras toleram. E que a mistura poderia ser usada tanto nos períodos de seca, como também durante o ano todo. É tecnicamente possível o uso de águas salinas como estratégia de manejo da irrigação de forrageiras no semiárido”, acrescenta.
A descoberta do jovem cientista pode ser uma alternativa para a irrigação no semiárido. “É de grande importância para a agricultura pesquisas como a de José Leôncio. Precisamos apontar soluções em períodos de estiagem no Nordeste, e foi o que ele nos mostrou com seu estudo, que é possível usar águas salinas como alternativa para irrigar”, destaca o secretário Nacional de Irrigação (Senir), Miguel Ivan.

Prêmio Jovem Cientista

O Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem o objetivo de revelar talentos, impulsionar a pesquisa no país e investir em estudantes e jovens pesquisadores que procuram inovar na solução dos desafios da sociedade. O tema de 2013 foi água. Mais de 3.200 estudantes apresentaram soluções para reduzir o desperdício e melhorar a qualidade do uso da água no Brasil. O valor dos prêmios somados é aproximadamente R$ 700 mil.


Fonte: Ministério da Integração Nacional

Modernização de perímetros irrigados da Codevasf teve 110 milhões do Mais Irrigação em 2013

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está investindo, neste ano, cerca R$ 110 milhões na recuperação e na modernização de seus perímetros. Os recursos são oriundos do programa Mais Irrigação, do governo federal, coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e executado pela Codevasf em sua área de atuação.
Para os perímetros situados em Pernambuco – Nilo Coelho e Bebedouro –, os investimentos são de aproximadamente R$ 11,2 milhões até o final de dezembro. Já nos perímetros baianos Curaçá, Formoso, Mirorós e Maniçoba os investimentos são de R$ 9,3 milhões.
Em Minas Gerais, os perímetros Gorutuba e Jaíba estão recebendo cerca de R$ 67 milhões. Juntos, os perímetros Boacica e Itiúba, em Alagoas; Betume, Cotinguiba-Pindoba e Própria, em Sergipe; e Estreito, na Bahia, têm cerca de R$ 22,9 milhões em investimentos. As ações integram o chamado eixo 3 do Mais Irrigação, voltado exclusivamente para a agricultura familiar e os pequenos irrigantes.
No projeto Gorutuba, os serviços são de recuperação do canal principal e transformação dos demais canais abertos por tubulação, incluindo a sua automação. Em Boacica está sendo feita reabilitação de canais e reabilitação eletromecânica das estações de bombeamento. Já no perímetro Itiúba as melhorias incluem aquisição e instalação de seis comportas automáticas para a contenção do rio Itiúba; enquanto no perímetro Cotinguiba-Pindoba as redes de drenagem estão sendo reabilitadas.
“O programa Mais Irrigação visa a valorizar a economia regional, gerar mais emprego e renda e garantir a produção de alimentos de qualidade. O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria Nacional de Irrigação e com o apoio da Codevasf, tem investido na implantação, ampliação e reabilitação de perímetros de irrigação, ações que vão beneficiar os produtores familiares que terão o incentivo de produzir de forma mais eficiente”, afirma o secretário nacional de Irrigação, Miguel Ivan, responsável pela coordenação do programa Mais Irrigação.

Tourão

No perímetro irrigado Tourão, que fica em Juazeiro, na Bahia, está sendo investido cerca de R$ 1 milhão na recuperação de canais. Além dos investimentos do governo federal, estão sendo aplicados na obra recursos provenientes do recolhimento da taxa de água K2 dos produtores do perímetro.
A ação, que tem a meta de atingir 1.200 m3 de concreto na restauração de parte dos canais principal e secundários das estações de bombeamento 2, 3 e 4, envolve a recuperação de placas e de trincas (rachaduras), e aplicação de novas juntas de dilatação, como também lavagem e limpeza dos canais, recompondo com argamassa e polímeros acrílicos das bordas de juntas. O objetivo é que os serviços resultem em maior eficiência na distribuição de água e redução da infiltração pelas trincas e juntas.

Jacaré-Curituba

O fornecimento regular de água para mais de 700 famílias de agricultores do Alto Sertão de Sergipe e a recuperação de 51 quilômetros de acessos estão assegurados ao perímetro de irrigação Jacaré-Curituba com a contratação pela Codevasf da empresa que vai executar serviços de pré-operação.
A empresa contratada está responsável pela operação e pela manutenção de 135 estações de bombeamento, o que garantirá o funcionamento de 139 eletrobombas e quadros de comando. Durante a vigência do contrato também será executada a recuperação de 51 km da malha viária do perímetro – o que facilitará o escoamento da produção –, 6 km de canais de irrigação e 60 km de drenos e do reservatório principal, que possui área de 20 mil metros quadrados.
A empresa empregará 23 funcionários, quase todos habitantes da região. A Codevasf investirá aproximadamente R$ 1,6 milhão na realização desses serviços.
Desde o início de sua implantação, em 1997, o projeto de irrigação Jacaré-Curituba recebeu mais de R$ 230 milhões em investimentos. Em 2012 o perímetro foi contemplado com investimentos de R$ 7,6 milhões pelo programa federal Mais Irrigação. Atualmente, mais de 700 famílias assentadas da reforma agrária contam com sistema de irrigação localizado para cultivar 1.860 hectares, com culturas como as de quiabo, macaxeira e milho, além de frutas e hortaliças.
O processo licitatório para a implantação de uma área de 100 hectares irrigados para o desenvolvimento de pecuária está em curso – o espaço é suficiente para abastecer o gado do perímetro irrigado Jacaré-Curituba e de áreas adjacentes. Atualmente em fase preparatória, a perspectiva é de que a licitação seja concluída até novembro deste ano e de que a implantação da área seja finalizada no início de 2014.
Também encontra-se em andamento a conclusão das obras de infraestrutura comum que possibilitarão a entrada em operação de outros seis lotes irrigados. Com investimentos de R$ 1,4 milhão, serão implantadas seis estações de bombeamento, 1,5 km de estradas e 1,5 km de adutoras, além de iluminação externa para as 135 estações de bombeamento. A previsão é de que essa etapa seja concluída em fevereiro de 2014.


Fonte: Codevasf

Do vinho de garrafão aos espumantes

Vinho doce domina produção, mas mercado de espumantes, que dobrou de tamanho em dez anos, começa a ganhar força.


Vinho doce domina produção, mas mercado de espumantes, que dobrou de tamanho em dez anos, começa a ganhar força


De um lado da pequena estrada de terra que leva à sede da Vinícola Santa Maria, em Lagoa Grande, a 50 km de Petrolina, a paisagem é dominada pela vegetação seca da caatinga, salpicada de mandacarus, os cactos típicos da região. Atrás da cerca do outro lado da estrada, as parreiras formam uma fileira verde graças ao projeto de irrigação que aproveita as águas do Velho Chico.
A emergência da região do Vale do Rio São Francisco como uma relevante produtora no Brasil reflete uma lenta (porém visível) mudança no padrão de produção e consumo de vinhos do País. O mercado brasileiro ainda é dominado pelo vinho de mesa, mais conhecido pelo garrafão de 5 litros, consagrado principalmente pela marca Sangue de Boi.
Mas os números mostram que a tendência de longo prazo é a substituição dos vinhos populares - feitos com uvas comuns, produzidas para o consumo in natura - pelas opções finas, produzidas com uvas viníferas conhecidas, como cabernet, shiraz e malbec. No País, o cenário se mostra especialmente promissor para os espumantes - justamente o segmento em que as vinícolas do Vale do São Francisco estão se especializando.
Apesar de o consumo de espumantes ainda ser baixo no País, os números mostram que o mercado cresceu de forma relevante. Considerados os dados de janeiro a setembro, as vendas em volume acumularam alta de 52% desde 2009, segundo dados do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) que compilam os dados de produção no Rio Grande do Sul, que concentra 90% das vinícolas brasileiras. No acumulado de 2013, a expansão nas vendas é de 12,75% em relação ao ano passado.
O tamanho total do mercado, no entanto, mais do que dobrou em dez anos. Com ajuda das festas de fim de ano, a venda de espumantes deve ultrapassar a marca de 15 milhões de litros pela primeira vez em 2013, caso o ritmo de crescimento dos primeiros nove meses do ano seja mantido.
O espumante vem crescendo bem acima dos vinhos finos tradicionais no País por diversos motivos. O primeiro é porque os vinhos finos brasileiros ainda não conquistaram o consumidor - o que, até certo ponto, é reflexo da associação ao produto vendido em garrafão. O diretor técnico do Ibravin, Leocir Bottega, lembra que quase 80% do vinho fino consumido no Brasil é importado. Ou seja: as vinícolas nacionais têm de se "acotovelar" por pouco mais de 20% das vendas.
Outro gargalo é o preço. Isso ocorre porque o custo do vinho brasileiro acaba sendo muito próximo dos argentinos e chilenos, que desfrutam de boa imagem no País. Empresários do setor reclamam que o vinho é usado pelo governo como "moeda de troca" nas negociações com os parceiros do Mercosul. Segundo fontes, há uma leniência com o vinho importado em troca de cotas mais elásticas para exportações de produtos de valor agregado mais alto, como eletrodomésticos e carros.
O espumante nacional não enfrenta a mesma resistência e domina mais de três quartos das vendas no mercado interno. "Ao contrário do que ocorre com o vinho fino, o espumante brasileiro é muito bem aceito", diz Cláudio Góes, presidente da Câmara Setorial do Vinho do Estado de São Paulo e sócio da Vinícola Góes, com sede em São Roque (SP). Segundo o empresário, o espumante tem sido a "grande saída" encontrada pelas vinícolas que ainda dependem do vinho de mesa e querem sofisticar sua oferta. A família Góes trilhou este caminho e chegou a criar um rótulo para variedades especiais, o Casa Venturini, que produz vinhos vendidos no varejo por até R$ 50.
Entre os espumantes feitos por aqui, o mais popular é o da variedade Moscatel, feita a partir da única uva que é consumida in natura e, ao mesmo tempo, é considerada ideal para a fabricação de vinhos. "O gosto do Moscatel é adocicado e tem uma baixa concentração de álcool. Por isso, adaptou-se bem ao paladar brasileiro", diz Góes. Ele explica que, aos poucos, o espumante Moscatel, com preço próximo de R$ 20, começa a tomar mercado dos frisantes, que custam a partir de R$ 12.
Outro indício de que o espumante está se popularizando no País é a desconcentração do consumo na época de festas de fim de ano. Segundo o Ibravin, hoje pouco mais de 50% das vendas estão concentradas nas semanas que antecedem o Natal - uma queda de 15 pontos porcentuais em relação à realidade de 2005.
Pequenas e médias. O mercado de vinhos brasileiro ainda é dominado principalmente por pequenas e médias empresas, quase sempre de origem familiar. Com mais de cem anos de história, a vinícola gaúcha Miolo, uma das mais tradicionais do País, faturou menos de R$ 130 milhões em 2012. Para crescer, a companhia atraiu investidores externos com interesse pessoal em vinhos.
Além da família Miolo, a empresa tem os empresários Eurico Benedetti (da fabricante de móveis Bentec) e Raul Randon (conhecido pela fabricação de autopeças e implementos rodoviários). Galvão Bueno, narrador de futebol da TV Globo, comprou participação no negócio no início de 2013.
O grupo português Dão Sul, recentemente rebatizado Global Wines, chegou ao País em 2006 com o objetivo de explorar o potencial do Vale do Rio São Francisco. Além da Vinícola Santa Maria - que produz os rótulos Rio Sol e Paralelo 8 -, a companhia mantém outras seis unidades de produção em território português. Seu faturamento total, no entanto, é equivalente a R$ 70 milhões, segundo André Arruda, diretor da Vinícola Santa Maria.
A trajetória da Rio Sol mostra que estabelecer uma marca de vinhos e espumantes no País não é tarefa fácil. No início, a vinícola tinha como parceiro o empresário Otávio Piva, dono da rede de lojas Expand. A associação com Piva garantiu exposição na mídia e também a distribuição em São Paulo, principal polo consumidor no Brasil.
Mas a Expand começou a enfrentar dificuldades no fim da década passada. A marca Paralelo 8, que vinha sendo trabalhada fortemente pela rede, simplesmente desapareceu do mercado de uma hora para outra. Os portugueses voltaram à estaca zero e optaram por investir no consumidor nordestino. Agora, quatro anos após a saída do mercado paulistano, as marcas Rio Sol e Paralelo 8 trilham o caminho de volta para o "Sul", de maneira tímida, com distribuição de pequenos lotes no Rio, em São Paulo e em Curitiba.

ENTENDA AS DIFERENÇAS

Vinho de mesa
Geralmente vendido em garrafões de 5 litros, mas também fornecido a granel para a produção de outras bebidas - como sangrias, por exemplo -, é produzido com uvas de mesa comuns, que são produzidas para consumo ‘in natura’ ou para a produção de sucos. O uso das uvas comuns para a produção de vinhos não é permitido na Europa, mas é comum no mercado americano.

Vinhos finos
Os vinhos finos são produzidos com variedades específicas de uvas, as chamadas viníferas. Nesta categoria encaixam-se cabernet, shiraz e malbec.

Espumantes
Feitos com vinhas viníferas, os espumantes se dividem em diferentes categorias, como brut (seco) e demisec (de sabor mais doce). No Brasil, fazem sucesso os moscatéis, de sabor adocicado, produzidos com uma uva que pode ser consumida ‘in natura’ e também é considerada vinífera.


Fonte: Estadão (http://twixar.me/Y7)

Aprovada emenda de R$ 50 milhões para energia trifásica no Ceará

A energia trifásica é importante para garantir mais eficiência, principalmente nos projetos produtivos de irrigação, nas agroindústrias de farinha dentre outros.

Foi aprovada emenda ao Orçamento Geral da União de R$ 50 milhões para o Governo do Estado, através da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) fazer a instalação de 3.000 quilômetros de energia trifásica no Ceará. A emenda foi apresentada pela bancada federal cearense, depois de negociação liderada pelo governador Cid Gomes e pelo secretário Nelson Martins.
A energia trifásica é importante para garantir mais eficiência, principalmente nos projetos produtivos de irrigação, nas agroindústrias de farinha dentre outros. Também será muito importante para a instalação de sistemas de abastecimento d'água, dos Programas Água Para Todos e do Projeto São José III, que estão em andamento. “Com isso, nós vamos poder ampliar os investimentos nas cadeias produtivas da agricultura familiar, garantindo energia para movimentar os equipamentos”, comemorou o secretário. "A vantagem é que a rede trifásica recebe carga elétrica superior a 25 mil watts até 75 mil watts, proporcionando acionamento de aparelhos de grande potência".
De acordo com o secretário, Nelson Martins, a concretização desta emenda permitirá a implantação de projetos de irrigação já conveniados pela SDA e potencializará o aproveitamento dos recursos hídricos existentes no Estado, rios perenizados, açudes, poços profundos e artesianos, viabilizando a geração de emprego e renda para os agricultores.
O secretário Nelson Martins agradeceu ao empenho da bancada cearense na Câmara Federal e no Senado para viabilizar o projeto. “Com mais de 3 mil quilômetros de rios perenizados, com o Eixão das Águas e o Cinturão das Águas, nós poderemos desenvolver diversos projetos usando a rede trifásica, por isso temos que agradecer a bancada federal pelo emprenho”.


Fonte: Ceará.gov.br (http://twixar.me/cV)

Em Cruz Alta, renda per capita cresce no ritmo de grandes cidades

Município vê sua economia se fortalecer puxada por lavouras de alta produtividade, serviços de armazenagem e transporte.

Com 70% do PIB oriundo do agronegócio, Cruz Alta vê sua economia crescer puxada por lavouras de alta produtividade, serviços de armazenagem e transporte — além do comércio de insumos e indústrias de beneficiamento. Destino estratégico de empresas do setor na região, tornou-se referência em investimentos em irrigação e silos para estocar a safra.
— Temos centenas de silos sendo construídos de forma simultânea e a maior área irrigada do Estado — diz o secretário municipal de desenvolvimento econômico, Francisco Noronha Neto.
Entre as fontes de renda do município está também o transporte de parte da safra de soja. Conforme a prefeitura, 67% do grão enviado para Rio Grande neste ano foi embarcado ou passou por Cruz Alta, por estradas e ferrovias.
— Isso movimenta desde cerealistas e corretoras de grãos até serviços de logística e comércio em geral — ressalta Neto. 
Não é à toa que as áreas de terra no município estão entre as mais valorizadas do Estado, com um hectare custando até R$ 60 mil. Com quase 70 mil habitantes e PIB per capita de R$ 27 mil (na época do estudo, 2010), tem cinco instituições de Ensino Superior e dois hospitais regionais.
Ainda sem vocação industrial, Cruz Alta consegue fazer com que a renda aumente na mesma velocidade de grandes cidades com profissionalização e modernização da atividade agrícola. Engenheiro agrônomo, Juarez Durigon Lemes, 53 anos, alia o cultivo de 950 hectares à armazenagem da safra de 40 agricultores.
— Ter onde estocar os grãos é um dos principais gargalos da agricultura,— conta Lemes.
Com capacidade estática de 150 mil sacas de grão, a Casa Branca Cereais, de Durigon, tem 16 funcionários que moram na propriedade — vivem em três casas e se alimentam em refeitório com nutricionista.


Fonte: Zero Hora (http://twixar.me/NV)

Conheça três projetos vencedores do Prêmio Jovem Cientista sobre água

Mais de 3.200 estudantes apresentaram soluções para melhorar uso da água. Foram distribuídos R$ 700 mil em prêmios para as melhores ideias.

O Prêmio Jovem Cientista vem revelando há 32 anos novos talentos e projetos que mudam para melhor a realidade do Brasil. O tema de 2013 foi água. Mais de 3.200 estudantes apresentaram suas soluções para reduzir o desperdício e melhorar a qualidade do uso da água no Brasil. Em disputa, R$ 700 mil em prêmios.

Categoria Ensino Médio: Carvão do caroço de açaí e sua eficiência no tratamento de água para o consumo.

Em 2012, ao entrar para o Ensino Médio, o estudante Edivan Nascimento Pereira foi estudar numa escola estadual no Centro de Moju, no Pará. Em conversas com o professor Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior, surgiu a ideia de criar um filtro vegetal para o tratamento de água. O ponto de partida para descobrir a matéria-prima do filtro veio de um hábito familiar.
“É muito comum, sobretudo nas comunidades do interior e em comunidades ribeirinhas, utilizarem o caroço do açaí para afugentar os insetos, os mosquitos, a partir da queima, da carbonização. Então, veio aquela ideia do professor em conjunto: ‘Por que eu não poderia utilizar, quem sabe, o caroço do açaí, essa matéria-prima para tratamento de água, com o carvão ativado?’”, conta Edivan.
Ao mesmo tempo que estudava uma forma de transformar o caroço do açaí em carvão, Edivan fez uma pesquisa de campo nos bairros de Moju. O estudante constatou que 40% dos moradores costumam beber a água diretamente da rede de abastecimento, sem nenhum tipo de filtragem.
“Eu percebi nas comunidades, as quais foram aplicados os formulários, que a maioria da população não realiza nenhum tipo de tratamento na água que consome. E sobretudo essa população já teve algum caso de doença de veiculação hídrica na família. E devemos enfatizar que aqui no município, assim como em outras cidades da Amazônia, sobretudo, não existe um sistema de tratamento de água. Existe um sistema de captação e distribuição de água”, afirma o estudante.
O caroço de açaí é ideal para que se faça produzir o carvão, porque ele tem grande quantidade de carbono"
Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior, professor
Com o apoio do professor Valdemar, Edivan estudou as propriedades do caroço do açaí. Os dois concluíram que o resíduo do fruto possui substâncias que, se manipuladas quimicamente, poderiam ser capazes de purificar a água.
“O caroço de açaí é ideal para que se faça produzir o carvão, porque ele tem grande quantidade de carbono. Quase 99% da matéria dele é carbonácea. Então é justamente uma das características para se produzir o carvão”, explica o professor e orientador Valdemar Carneiro Rodrigues Júnior.
O local onde o Edivan costuma fazer a coleta dos caroços de açaí acabou revelando um problema ambiental na cidade de Moju. Isso porque a maioria dos vendedores de açaí despeja os resíduos irregularmente em terrenos baldios.
“Infelizmente é uma prática comum. A gente vê o destino que se dá ao caroço do açaí e é justamente esse destino que a gente vê que acontece no dia a dia. O bom de tudo é que a minha pesquisa vem com a proposta de reaproveitamento desse resíduo, o que pode ajudar em muito a cidade, população e o meio ambiente”, revela Edivan.
O projeto do carvão feito com o caroço do açaí foi o vencedor do Prêmio Jovem Cientista, na categoria Ensino Médio.

Categoria Ensino Superior: Mistura de águas salinas como alternativa para a irrigação e produção de forragem no semiárido nordestino.

José Leôncio de Almeida Silva mora há mais de quatro anos em Mossoró, região oeste do Rio Grande do Norte. Veio para estudar agronomia na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). Ele é o único de três filhos que chegou a universidade. Os pais são agricultores e moram na zona rural de São Gonçalo do Amarante, há cerca de 300 quilômetros de Mossoró.
O estudante passou no vestibular aos 19 anos mesmo enfrentando algumas dificuldades financeiras durante o curso. Ele disse que nunca pensou em desistir. Devido à distância, só visita a família nas férias ou quando tem feriado prolongado.
Foi a dedicação ao estudo e a pesquisa científica, que levou Leôncio a ganhar o 1º lugar do Prêmio Jovem Cientista, na categoria Ensino Superior. A proposta do projeto é utilizar uma mistura de águas salinas como alternativa para irrigar e produzir forragem no semiárido nordestino.
Durante as constantes secas no semiárido potiguar, falta pasto para manter os rebanhos de caprinos e bovinos. Muitos produtores precisam comprar ração para manter os animais vivos. Quem não tem condições de arcar com essa despesa, tem que se desfazer dos bichos, sendo que a solução pode estar a poucos metros do solo.
Foi o que provou a pesquisa de Leôncio no Aquífero Jandaíra, uma das maiores reservas de água subterrânea entre os estados do Rio Grande do Norte e Ceará. É possível encontrar água a poucos metros de profundidade, mas ela é bastante salobra na época de estiagem e, por isso, pouco utilizada na irrigação. Mas é só misturá-la a um pouco de água doce e é possível cultivar milho e sorgo, mesmo com elevado grau de salinidade.
“Através do aparelho a gente mede a salinidade, faz o cálculo e, a partir desse cálculo, a gente faz o volume do quanto eu vou utilizar de água salina e quanto eu vou utilizar de água de abastecimento. Aí eu determino o volume inicial e final. Após, eu posso aplicar na cultura”, conta Leôncio.
A pesquisa foi realizada por cerca de dois anos. Leôncio pegou um problema, a escassez de água de boa qualidade na região, e encontrou uma solução, capaz de garantir a sobrevivência de homem e animal no campo, mesmo em época de forte estiagem.

Categoria Mestre e Doutor: Microgeração em sistemas de abastecimentos de água.

Desenvolvi a metodologia para conhecer o potencial no sistema de abastecimento de água"
Gustavo Lima, doutor em engenharia mecânica
Após se formar em engenharia hídrica, Gustavo Meirelles Lima começou a se dedicar ao doutorado em engenharia mecânica. Foi o professor e orientador Augusto Nelson Carvalho Viana quem influenciou na escolha do tema.
“Eu desenvolvi a metodologia para conhecer o potencial no sistema de abastecimento de água. Então, a gente elaborou uma metodologia que em qualquer sistema a gente consegue identificar o potencial e ver qual a potência que pode ser gerada. E aí verificar se é viável ou não”, explica Gustavo.
Professor e aluno identificaram características parecidas entre uma micro-central de geração de energia, onde colocaram em prática o projeto, e uma estação de tratamento de água.
“Toda essa tecnologia já existe num sistema de abastecimento de água e isso reduz muito o custo da implantação da micro-central, principalmente por conta do conduto forçado que é uma das partes mais caras da micro-central”, conta Gustavo.
Em muitas estações de tratamento de água, o gasto com energia elétrica é altíssimo, principalmente quando é preciso captar a água em rios. É o caso de uma estação em Itajubá, onde 70% da água distribuída aos moradores são captados no rio Sapucaí, que fica há cinco quilômetros de distância e a 70 metros de altura. A água precisa ser bombeada até um ponto mais alto e isso gera um gasto de energia muito grande.
“Para saber se é viável ou não, a gente tem que levantar os dados. Mas aqui eles têm a captação por gravidade da Serra dos Toledos. E, como a estação de tratamento está num local elevado devido à concepção antiga do projeto, alguns pontos da cidade operam com uma pressão elevada. Então, a gente poderia utilizar uma turbina para gerar energia nesses locais”, diz Gustavo.
O engenheiro da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Luiz Claudio Galdino Braga, visitou projetos existentes em estações de tratamento e geração de energia em alguns países e afirma que não encontrou nada tão eficiente como o que Gustavo desenvolveu.
“Eu acho que é válido. A gente tem que considerar até porque está na mesma linha de eficiência energética. E a gente precisa investir nisso, porque a empresa quer transformar as suas unidades em unidades geradoras de energia. O Brasil vai ter que caminhar nesse sentido para que a gente tenha de eficiência energética a melhor possível”, afirma Luiz Claudio.
A descoberta do jovem cientista também pode trazer benefícios para o consumidor final. “O mais importante desse trabalho é que a dificuldade de energia é tamanha que, se isso está disponível e se for uma coisa viável, com certeza vai ter uma mudança drástica. Nós da Mantiqueira temos esse potencial pela gravidade. Mas pelo que nós vimos pelo trabalho, pode se otimizar também após o tratamento. Isso então vai trazer um diferencial muito grande”, considera o gerente da Copasa Tales de Noronha Mota.


Fonte: Globo News (http://twixar.me/7V)

Produtividade maior passa pela agricultura de precisão

Em 20 anos, área semeada com grãos no país cresceu 37% e a produção avançou mais de 200%

Os ganhos nas lavouras brasileiras nas últimas duas décadas foram alcançados com uma estratégia conhecida: produzir mais com maior eficiência. Em 20 anos, de 1990 a 2010, a área semeada com grãos no país cresceu 37% e a produção avançou mais de 200%, conforme estudo da Fundação Getulio Vargas. A diferença nos percentuais é resultado de uma produtividade 120% maior — em que a agricultura de precisão atua como protagonista.
—Esses números nos mostram uma verticalização da agricultura, em que se consegue produzir mais numa mesma área — explica Telmo Amado, coordenador do mestrado profissional em Agricultura de Precisão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
A gestão das atividades agrícolas em busca de melhores resultados, explica o professor, envolve desde a adoção do plantio direto e adubações equilibradas até o uso de tecnologias e profissionalização da atividade. Não por acaso as indústrias de máquinas e implementos agrícolas vêm batendo recorde de vendas nos últimos anos.
—Há 20 anos o agricultor que tinha uma boa safra investia apenas em áreas de terra ou imóveis. Hoje esse mesmo produtor investe em máquinas, irrigação e silos, movimentando toda a economia — aponta Amado.
Com agricultores capitalizados e dispostos a modernizar suas técnicas, a agricultura de precisão deixou de ser vista apenas como um trabalho de mapeamento de lavouras e aplicação de insumos a taxa variável e avançou para outras etapas da produção — fornecendo ferramentas para a gestão completa das lavouras.
—Atualmente, todos os processos de uma propriedade (planejamento, plantio, condução e colheita) podem ser mapeados eletronicamente, com seus desempenhos acompanhados em tempo real por meio do computador — explica o engenheiro agrônomo Claudio Luiz Lemainski, sócio-diretor da Drakkar —Agricultura de Precisão.


Fonte: Zero Hora (http://twixar.me/VV)

Integração Nacional destina mais de R$ 24 milhões para estruturação de cadeias produtivas no Ceará

Convênios visam a fomentar a agricultura familiar e garantir uma produção de qualidade até mesmo nos períodos de estiagem

O Ministério da Integração Nacional, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR-MI), celebra hoje quatro convênios e um termo de compromisso com o governo do Ceará. Os repasses são frutos de uma interação entre os Programas Rotas da Integração Nacional e Água Para Todos, e visa à estruturação das cadeias produtivas locais, implantação de sistemas de irrigação para produção de forragem e fomento da fruticultura em municípios cearenses. 
No âmbito do programa Rotas da Integração serão investidos mais de R$ 16 milhões para capacitação de agricultores e estímulos às Rotas do Cordeiro, Mel, Repalma e Mandiocultura. Para a implementação do Água Para Todos serão destinados mais de R$ 8 milhões para entrega de 2.017 kits de irrigação. Esta atuação integrada beneficiará cerca de cinco mil e quinhentos agricultores familiares do semiárido do Ceará.
Ainda serão assinadas sete ordens de serviços no valor de R$ 14.679.188,27 para a implantação de 104 sistemas coletivos de abastecimento de água no estado, beneficiando 3.899 famílias, por meio do programa Água Para Todos.
Segundo a secretária da SDR, Adriana Alves, a integração entre os projetos fortalece ainda mais os resultados. "Os sistemas coletivos de abastecimento garantem melhoria das condições de oferta de água para consumo humano. Por sua vez, os kits de irrigação possibilitarão o fornecimento necessário de água para a produção agrícola ao longo de todo o ano. Isto irá garantir que os produtores consigam manter as plantações mesmo em períodos severos de estiagem, algo bem comum na região", explica Adriana.
Para o diretor de Programas Regionais, Walber Santos, responsável pelos programas Rotas da Integração Nacional e Água Para Todos, o apoio favorece o crescimento das cadeias produtivas. "O benefício influencia diretamente no desenvolvimento regional e inclusão socioeconômica dos municípios. Nosso objetivo maior é ampliar, por meio da estruturação produtiva e a integração econômica das regiões menos desenvolvidas, a atuação desses setores nos mercados nacionais e internacionais de produção, consumo e investimento", afirma.

Rotas de Integração Nacional

Atuante em seis setores, o Rotas da Integração visa a promover a inovação, diferenciação, competitividade e lucratividade dos empreendimentos, mediante o aproveitamento das sinergias coletivas e a ação convergente das agências de fomento.
Entre as Rotas beneficiadas pelo projeto no Ceará está a do Cordeiro, que deve receber R$ 4.938.777,10,para explorar de forma sustentável, os produtos provenientes das atividades da ovinocultura de corte, caprinocultura leiteira e de corte na agricultura familiar. O benefício vai atender 604 agricultores familiares distribuídos em 11 núcleos de produção de leite de cabra e um núcleo de produção de carne de ovinos e caprinos.
Os municípios beneficiados foram selecionados por apresentarem grande número de agricultores familiares inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), além de possuírem significativo rebanho e grande potencial para exploração da ovinocaprinocultura. São eles, Santa Quitéria, Monsenhor Tabosa, Tamboril, Catunda, Ipueiras, Nova Russas, Campos Sales, Aiuaba, Independência, Crateús, Poranga e Tauá.
O setor de apicultura também receberá recursos para investir naidentificação, mobilização e capacitação de mais de 300 agricultores familiares. Cerca de R$ 3.635.922,60serão repassados ao Ceará para a implantação de oito núcleos apícolas nos municípios de Quixelô, Icó, Jucás, Aratuba, Capistrano, Piquet Carneiro, São Benedito e Poranga.
A mandiocultura, uma das principais atividades produtivas do estado, também está dentro dos planos de investimento do programa Rotas da Integração Nacional. Com o objetivo de potencializar ainda mais a cadeia de mandioca, o Ministério da Integração destinou R$ 1.491.995,00 para modernização de 16 agroindústrias de farinha, visando ao fortalecimento do setor da mandiocultura e aumentando a renda do agricultor familiar.
Além da mandioca, os kits de irrigação irão beneficiar a produção de palma forrageira. O convênio firmado entre o MI e o governo do Ceará, no valor de R$ 6.090.905,10, permitirá a instalação de um centro de produção de raquetes, cultivo de 30 hectares de mudas de palma, orientação e acompanhamento de dois mil agricultores. Com isso, estima-se que em cinco anos o estado tenha 30 mil hectares de palma plantada.

Água Para Todos

Coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional, o Programa Água Para Todos visa a universalizar o acesso à água, seja para consumo humano ou atividades produtivas e de alimentação. A meta é beneficiar 750 mil famílias com a implantação de cisternas, poços, sistemas coletivos de abastecimento, kits de irrigação, pequenas barragens e cisternas de produção, que serão entregues até dezembro de 2014.
O projeto conta o apoio dos Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Meio Ambiente (MMA), da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), do Banco do Nordeste (BNB), da Fundação Banco do Brasil (FBB), da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), além da participação dos estados e municípios.
Até hoje, o programa já instalou 457,6 mil cisternas. O Ministério da Integração Nacional já efetuou a implantação de 120,8 mil cisternas, 231 sistemas coletivos de abastecimento, 181 poços e 647 kits de irrigação.
O Termo de Compromisso no valor de R$ 8.162.775,00 contempla investimentos para a instalação de kits de irrigação em 13 Territórios do estado (Cariri, Centro Sul e Vale do Salgado, Sertão Central, Sobral, Maciço de Baturité, Vale do Jaguaribe, Metropolitano José de Alencar, Vale do Curu/Aracatiaçu, Sertões de Canindé, Sertões dos Inhamuns/ Crateús, Serra da Ibiapaba, Litoral Leste e Litoral Extremo Oeste). As ações são voltadas para o desenvolvimento da fruticultura e produção de forragens, além da capacitação dos produtores.


Fonte: Ministério da Integração Nacional

Fortalecimento dos Projetos de Irrigação foi um dos destaques de 2013

Localizado na região Sudeste do Estado, a que mais sofre com a estiagem no Tocantins, o Projeto de Irrigação Manuel Alves, situado entre os municípios de Dianópolis e Porto Alegre do Tocantins, já muda também a realidade local.

Abacaxi, mamão, goiaba, banana, maracujá, melancia, coco e limão. Essas são algumas das frutas já em produção nos projetos de irrigação implantados pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), em parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Integração Nacional. Com água disponível o ano todo, cultivar estas culturas virou atividade viável no Tocantins, como explica o produtor de mamão Cleusimar Alves de Sousa, do Polo de Fruticultura Irrigada São João, município de Porto Nacional, a 30 km de Palmas.
A área plantada de mamão na propriedade de Sousa não ultrapassa dois hectares, mas já tem sido suficiente para ver que a fruta tem mercado em Palmas. Mais dois hectares devem ser plantados até o próximo ano. Ele cultiva as variedades papaia e formosa. O cuidado com a cultura começa desde cedo. “Trabalhamos a terra, adubamos e controlamos as pragas. Tenho a consciência de que não podemos passar muito inseticida para não prejudicar quem irá comer nosso produto e também a nós mesmos”, explica Sousa.
Ainda no São João, o produtor rural Adailton Antônio Lima trabalha com os cultivos de maracujá, goiaba e coco, além da produção de verduras. Contando com apoio da família na hora do trato das culturas, Lima não pensa em fazer outra coisa: “não ganhamos muito, porque ainda estamos começando a produzir, mas não me vejo em outra atividade, é isso que gosto de fazer: produzir alimentos”.
No Polo de Fruticultura Irrigada São João, onde mais de 96% da infraestrutura do sistema de irrigação está instalada, ao todo são cerca de cinco mil hectares, dos quais 3.500 são irrigáveis e 1.800 destinados à preservação ambiental. A água, que chega até os lotes pelos canais de irrigação, é utilizada pelos produtores para o cultivo de frutíferas e hortifrutigranjeiros. São usados os sistemas de microaspersão e gotejamento.

Produção

No total, o Tocantins tem mais de quatro milhões de hectares disponíveis para irrigação. Parte dessas áreas está localizada dentro dos seis projetos hidroagrícolas. O investimento realizado pela Seagro, nesses locais, nos últimos 13 anos, ultrapassa os R$ 750 milhões, sendo 90% de recursos do Governo Federal e 10% da Seagro. 
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Tocantins produziu no ano passado aproximadamente de 175 mil toneladas de frutas, contra pouco mais de 40 mil toneladas que eram produzidas no início da década de 1990, conforme estimativa do setor de Desenvolvimento Vegetal da Seagro. 
Para o secretário da Agricultura e Pecuária, Jaime Café, o ano de 2013 foi de continuidade aos trabalhos iniciados nos governos anteriores de Siqueira Campos, quando foram idealizados os projetos de irrigação, e para 2014 se espera a consolidação desses perímetros irrigados. “Eles vão começar a produzir de fato, alcançando seus objetivos, que é gerar emprego e renda e melhorar a vida da população”, declara. Café acrescenta que uma empresa de fabricação de polpa de tomate deve se instalar no São João até 2015, o que estimulará ainda mais o desenvolvimento produtivo no local.

Manuel Alves

Localizado na região Sudeste do Estado, a que mais sofre com a estiagem no Tocantins, o Projeto de Irrigação Manuel Alves, situado entre os municípios de Dianópolis e Porto Alegre do Tocantins, já muda também a realidade de centenas de famílias. A partir da disponibilidade de água, é possível cultivar uma variedade de espécies, especialmente frutas. Na propriedade de responsabilidade do agricultor Rodrigo Adamante são 63 hectares de banana, produzindo até 45 toneladas da fruta. A previsão é chegar a 200 hectares de área plantada nos próximos anos. “Estou satisfeito com a produção e não pretendo parar”, conta. A propriedade gera 40 empregos diretos. 
O Manuel Alves conta com 3.700 hectares, divididos em 199 lotes para pequenos produtores qualificados e outros 14 lotes empresariais. A água chega até os lotes através dos sistemas de irrigação por microaspersão, gotejamento e aspersão convencional. No âmbito econômico e social, o projeto busca condições para a eliminação da pobreza da região, dinamizando a economia com o incremento da renda regional e das receitas públicas, viabilizando-se, assim, o acesso da população e a melhoria das condições de vida da população.

Prodoeste 

Em fase de implantação, o Programa de Desenvolvimento para a Região Sudoeste do Estado (Prodoeste), no município de Pium, será um divisor de águas para a região. Em 2013, o governador Siqueira Campos assinou o contrato e ordem de serviço para o início dos trabalhos de elaboração de projetos executivos da barragem e das elevatórias no Rio Pium, que estão sendo desenvolvidas. Os projetos executivos estão previstos no contrato firmado entre Governo do Estado e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em agosto de 2012. O valor total do contrato de empréstimo foi no valor de US$ 99 milhões. 
Nesta primeira etapa do projeto, estão previstas as construções de barragens nos rios Pium e Riozinho, contemplando 27 mil hectares, ampliando a capacidade produtiva da região das várzeas em duas vezes e meia. Quando finalizado, o Prodoeste irá contemplar 300 mil hectares. 

Gurita 

No município de Itapiratins, no Centro-Norte do Tocantins, está o Projeto Gurita, cujas obras de infraestrutura hídrica tiveram início ainda em 2004, mas só foram concluídas em 2008. Neste ano, o Governo do Estado concluiu o processo de licitação para a área, que abrange 204 hectares. A empresa vencedora, Nova União Empreendimentos, já se instalou no local e iniciou os serviços com o desmatamento, preparo de solo e a calagem, ou seja, incorporação de calcário em toda área, onde dará início a produção de uva, visando à fabricação de suco concentrado. A intenção é abastecer os mercados locais e circunvizinhos.
Formoso e Sampaio
Já na região Sul, no município de Formoso do Araguaia, está o Projeto Rio Formoso, que passa por processo de revitalização. Já o Projeto Sampaio, em município de mesmo nome, no Extremo Norte do Estado, se encontra em fase de implantação.


Fonte: O Girassol (http://twixar.me/9V)

Milhões crescem em Goiás

Produção de milho em Alexânia se destaca pelo tamanho das plantas, que ultrapassam dois metros e meio de altura

Dirceu Cortez é um agropecuarista que deixou o conforto de Brasília e de Goiânia e hoje está recluso em sua fazenda no município de Alexânia. Dirceu foi líder estudantil e chegou a tirar foto ao lado do então presidente JK. Paranaense, bastante jovem deixou o seu Estado para servir o Exército, em Brasília. Após deixar a caserna, trabalhou num moinho de trigo, em cartório de registro de imóveis, formou-se em Direito e em 1979 comprou uma propriedade rural em Alexânia, a cerca de 120 km da capital de Goiás. Nesta propriedade, ele diversifica sua atividade e produz desde frango caipira a grama sintética. Mas, o que chama a atenção mesmo é o milharal.
Na fazenda implantou um projeto de irrigação por corrugação, ou canais menores com menor espaço entre si, usados para irrigar espécies que apresentam pequeno espaço entre as plantas, em terrenos moderadamente íngremes. Para pôr em prática o projeto, ele contou com assessoria do americano John Batman. A partir daí, começou a conhecer e a se entusiasmar pelos altos índices de produtividade alcançados. Com essa insistência pela adoção de tecnologia moderna, não demorou a ser premiado. Destacou-se como o Melhor Produtor Rural do Ano, concedido pelo então presidente da época, João Figueiredo. 
Ultrapassando as divisas da cidade de Alexânia, Dirceu Cortez contribuiu com o Programa de Desenvolvimento Rural, administrado pelo Banco do Brasil. Em Goiás, participou do lançamento do Congresso de Cooperação para a Prosperidade da Agricultura (Conagro), ajudou a fundar a Associação Comercial e Industrial de Alexânia, presidiu o Sindicato Rural do Município e ocupou as funções de diretor-secretário da Federação da Agricultura de Goiás. Hoje, é vice-presidente da Associação Goiana de Piscicultura (AGP), vinculada à Sociedade Goiana de Pecuária e Agricultura (SGPA).

O GIGANTE

A insistência de Cortez por crescentes índices de produtividade está valendo a pena na safra de milho para produção de silagem. Com a variedade Emgopa 501, produzida pela Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária, mais conhecida pela sigla Emater, Dirceu está rindo às paredes. O milho cresceu tanto que passou dos dois metros e meio de comprimento e está bastante viçoso. Numa área de três hectares, onde usa adubo do cocô da galinha e ureia, num hectare está obtendo 70 toneladas. A média goiana é de 50 toneladas.
A semente dessa variedade Emgopa 501 ele pagou R$ 56 a saca de 20 quilos. A linha concorrente é ofertada de R$ 380 a R$ 420. Somente a Emater dispõe dessa variedade no mercado de sementes. “Não dá lagarta, por isso não gastei com pulverização e as folhas dos milharais estão verdes”, comemora ao lado de representantes da Emater, que conheceram a sua produção na última terça-feira. Dorivam Nascimento Cruz e Carlos César Queiroz realmente ficaram satisfeitos com o que viram e tiraram, inclusive, fotografias junto aos pés de milho. Dorivam, para conferir o que via, tomou a trena e mediu. Exatamente 2,60 metros de altura. São quatro plantas por metro linear. 
A colheita será efetuada em janeiro. A adubação exigiu 300 quilos por hectare e 150 quilos de ureia. Três toneladas de esterco de galinha foram utilizadas como adubo no plantio. Carlos César observa que “com toda a transgenia das variedades concorrentes, não chega a essa variedade sintética, que custa apenas um quinto das demais variedades transgênicas”. São, de fato, 20 sacas por hectare. Dirceu Cortez concorda ao sinalizar com a cabeça e emite o seu conceito. “O milho Emgopa 501 é de baixo custo e de alto índice de produtividade”, ressalta. 
O engenheiro agrônomo Pedro Manuel Monteiro, um dos pesquisadores da cultivar do Emgopa 501, lembra que nos experimentos feitos na Estação Experimental de Goiânia, há mais de vinte anos, os resultados foram positivos. A variedade ofereceu maior rendimento, proporcionou a consorciação com a soja, aumentando a produção de proteína bruta e a digestibilidade correspondeu às expectativas.
Comentando a situação, Pedro Monteiro observa que “um dos maiores problemas da pecuária leiteira em Goiás é a escassez de forragem durante a época seca, que ocasiona uma diminuição da produtividade do rebanho”. Para reduzir este problema, é utilizada a suplementação de concentrado que ocasiona um aumento dos custos de produção. A silagem de milho é uma das opções.


Fonte: Diário da Manhã/DM (http://twixar.me/wV)

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